Nota de esclarecimento do Coronel PM Fábio Candido

A notícia de minha transferência do Comando do Policiamento do Interior (CPI-5), em Rio Preto, cidade na qual nasci, formei minha família e mantive a postura combativa em prol da classe policial-militar e da segurança da população, tem gerado diversos questionamentos por parte de meus colegas, da imprensa e dos cidadãos rio-pretenses.

Mantendo minha postura ética e profissional, de diálogo e transparência, trago alguns esclarecimentos.

Aos meus  irmãos e irmãs da Polícia Militar

Agradeço todo apoio e carinho com que fui recebido no CPI-5.

Assumi o comando no início de 2020, trazendo iniciativas fundamentais para a melhoria do ambiente de trabalho e, consequentemente, para a melhoria dos indicadores de segurança da região.

Assumi minha principal bandeira que foi a HUMANIZAÇÃO DO TRABALHO POLICIAL, que passa por uma escala de trabalho mais digna, traduzida pela prática de horário destinado à atividade física e laboral durante o serviço, estímulo à qualidade de vida e convívio social e familiar.

Um policial é um ser humano cujo trabalho afeta diretamente sua saúde física e emocional. Cuidar desse profissional é garantir a qualidade do serviço prestado e a segurança de toda população. 

Ninguém consegue fazer nada sozinho. Na condição de Comandante, sempre busquei melhorar as condições de trabalho e isso se reverteu no alcance de melhorias efetivas  de segurança e diminuição dos índices criminais, motivo pelo qual sou só agradecimento ao empenho de todos.

Foram muitas as realizações em tal sentido. Como exemplo, contamos hoje com o Convênio de saúde CPI-5, que permite à toda a família de policiais militares um atendimento médico de excelência pelo HB-Saúde.

Despeço-me  do comando, com orgulho de termos trabalhado para a melhoria de nossa imagem pública perante a cidade e região, que passa a valorizar o PM diante dos excelentes serviços prestados.

Por último, mas não menos importante, negociei bravamente um local digno para que pudesse ser instalado o 9° Batalhão de Ações Especiais, ocasião em que conseguimos a cessão do prédio da antiga CODASP, onde em breve será instalado o quartel do BAEP, atendendo a todas as necessidades do efetivo especializado.

Não importa onde eu estiver atuando, a defesa da classe policial, a “segurança” e a “qualidade de vida” da população são e sempre serão minhas principais causas.

Aos profissionais da imprensa

Uma relação de transparência com a população só é possível com o papel da imprensa e agradeço a esses profissionais a cobertura sobre a ação policial, contribuindo inclusive para a valorização de nosso trabalho.

Há alguns dias, uma entrevista publicada no Diário da Região afirmava que meu nome figurava “como um dos nomes para assumir o comando-geral da PM do Estado ou a Casa Militar”, o que muito me honrou. 

Reforço que, como sempre me posicionei, a possibilidade para assumir tais cargos partiria do compromisso do governo do Estado de São Paulo para o “choque de gestão” necessário na área de segurança pública do Estado, cujo projeto denominei A Nova Força Pública,  uma vez que discordo das políticas de segurança pública atuais, que não priorizam o profissional de polícia.

O governador é o Chefe, em último grau, da Polícia Militar. E eu sou coronel da Polícia Militar, que é uma Polícia de Estado, não de governo. Por dever de ofício, devemos nos submeter à autoridade do governador e à do comandante-geral, por quem devo respeito.

Tenho consciência de que a violência e a criminalidade se tratam de fenômenos complexos e multifatoriais. É necessário um modelo mais eficiente para o cidadão, destinatário final dos serviços públicos.

Aos cidadãos 

Como Policial Militar, só tenho a agradecer a forma como somos acolhidos nas ruas e nas casas de cada um dos moradores que buscam nosso trabalho para sua segurança.

Nos últimos anos, as portas do CPI-5 estiveram abertas para cada um de vocês, reforçando meu trabalho pelo diálogo e solução de conflitos. Perdi as contas de quantos apertos de mãos, abraços e agradecimentos recebi nesse período e, neste momento, só tenho a agradecer cada fala, cada sugestão e cada crítica ao nosso trabalho.

Só com o diálogo com vocês é possível construir uma cidade mais segura. Com essa clareza e com o objetivo de evitar conflitos que levam a crimes mais graves (espiral da violência) adotamos de forma inovadora no CPI-5, a mediação de conflitos e conciliação. Foi tão exitosa tal iniciativa que, em abril de 2019, criamos o Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania (Cejusc) em parceria com o TJ/SP. No período da pandemia chegamos a 90% de resolução dos conflitos. 

escola Cívico Militar também é uma forma de retribuição à cidade. Dentre os inúmeros diferenciais do colégio, está o compromisso de fomentar em seus alunos o resgate de uma gama de princípios e valores, a fim de formar um cidadão de bem, consciente de seus direitos e, principalmente, cumpridor de seus deveres. Educamos hoje para impactar o futuro.

Não me esquivo de polêmicas quando essas são bandeiras que defendo. A questão do direito do cidadão à posse de armas tem sido um desses pontos. O art. 144 da Constituição Federal é bem claro ao afirmar que a segurança pública é dever do Estado direito e responsabilidade de todos.

O destaque do Diário da Região a essa minha defesa gerou uma onda de críticas as quais respondo mantendo minha posição firme e democrática: o cidadão deve ter o direito de escolha. 

Lembro a todos que a polícia não é composta apenas por um comandante, mas sim, por milhares de policiais militares que trabalham diariamente pondo em risco suas próprias vidas para preservação da ordem pública, do patrimônio e da vida de cada um de nós.

Pela força da instituição da Polícia Militar, esse trabalho continua. Somos soldados, cabos, sargentos, tenentes, capitães, majores, tenentes e coronéis. Todos agentes públicos e à serviço da população.

Por fim, peço licença a todos para me dirigir e agradecer publicamente ao meu pai, Cláudio Candido,  Soldado da Força Pública do início da década de 1960, que me forjou nesses princípios éticos que defendo. Ao meu irmão, Cláudio, Coronel do Corpo de Bombeiros, que sempre reforçou tais princípios.

À minha esposa Josiane e ao meu filho Otávio, que sempre foram meu porto seguro e de apoio, diante de todos os momentos de minha vida e de minha carreira.

Mudanças favorecem novos olhares e nos fazem mais fortes. São oportunidades de crescimento que nos permitem construir novos projetos e metas.

Minhas portas continuam abertas ao diálogo!

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